12 de fevereiro. Feitas bem as contas, já vamos com 43 dias neste novo ano e quando olho para a lista de resoluções para 2026 reparo que ainda não consegui cumprir uma única promessa das 11 que estabeleci para este novo ano.
Quase que me senti tentada a ficar frustrada, mas confesso que não fiquei. O motivo? Bem vistas as coisas, a (matur)idade dá-nos um certo estatuto, um poder especial que nos permite olhar para estas listas e tomar consciência que andámos a exigir muito de nós. E o mais fantástico de tudo é que atingimos esse estado de consciência e ficamos felizes com isso.
Ora, digam-me lá quem é que, com uma vidinha profissional carregada de compromissos e prazos para cumprir, consegue levar isto à risca: fazer exercício todos os dias, ler um livro por semana, ter mais tempo para mim, etc., etc. Podia ter sido mais realista, é um facto, e não elevar tanto a fasquia, mas foi o que saiu no primeiro dia do ano.
Ainda assim, tenho de admitir que há, entre estes 11 pontos, um que gostaria muito de concretizar: desligar de pessoas tóxicas. Lá está, deve ser do tal estatuto que a (matur)idade – são quase 50 anos – nos dá. Chegadas aqui, a este patamar mega especial, estamos libertas desse espartilho que é lidar com gente pequenina, fútil e que intoxica tudo à volta. É deixá-las ir (como é mesmo aquela expressão que se usa no Norte de Portugal “estrelinha que te guie…”?).
Tudo isto para anunciar que estou mais velha, mas também mais experiente. Mais dada ao que me apetece fazer do que ao que devia fazer, ainda que, por vezes, o “apetece” e o “devia” andem de mãos dadas. É o caso deste blogue. Apetece-me e devia escrever mais vezes neste espaço que nem sempre habito, mas ao qual gosto sempre de voltar. Apetece-me voltar mais vezes aqui. Espero que o estatuto da (matur)idade o permita.
