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O que pode fazer uma Sardinha Fora da Lata? Ajudar-nos a comer bem

Os mais atentos à blogosfera, em especial no que diz respeito à alimentação saudável, já devem ter-se cruzado com este nome: Sardinha Fora da Lata. É um blogue, sim senhor, mas é mais do que isso uma vez que já não “mora” apenas na Internet. A Sardinha Fora da Lota já anda por aí, a promover oficinas e workshops, a ensinar-nos a comer e de forma consciente.

Luísa Ferreira é a mentora do projecto que quer continuar a crescer. Tem 35 anos, “pronta a entrar nos 36”, é natural do Luso, “terra da água”, mas são os alimentos que a apaixonam.

Há uns anos, decidiu mudar a sua alimentação e tornou-se uma pessoa mais consciente. “Quando paramos e assentamos verdadeiramente os pés na terra, tomamos consciência de que muitas das nossas escolhas têm um impacto gigante em nós próprios, nos outros e sobretudo no planeta. A partir desta consciencialização decidi sair da minha zona de conforto e inspirar os outros a fazer o mesmo”, testemunha.

Assim nasceu o blogue, “um local de partilha” que, “para além das receitas, disponibiliza também artigos que procuram despertar consciências e desmistificar alguns preconceitos sobre uma dieta baseada em vegetais”.

E há uma questão que importa, desde já, esclarecer: optar por alimentos mais saudáveis não implica gastar mais dinheiro no supermercado. “Essa é uma ideia bastante errada. Como costumo dizer, o que fica caro não é comer saudável, é querer estar na moda”, introduz Luísa Ferreira.

A Sardinha já fez as contas

“Nesta altura em que se verifica um impulso positivo na atenção dada à alimentação, a indústria alimentar encontrou novos meios de explorar o mercado emergente. Em sequência, surgem ‘superalimentos’, normalmente oriundos de terras distantes, a preços desproporcionais relativamente ao seu valor nutricional e também ao seu custo na origem. De uma forma geral, todos os produtos alimentares processados são mais caros do que produzidos em casa – já fiz muitas contas”, testemunha, em entrevista ao Mulher do Leme.

Qual é, então, o segredo? “Fazer uma alimentação equilibrada, baseada em alimentos naturalmente disponíveis, sazonais e locais. Havendo tempo e vontade, voltar a adoptar métodos tradicionais, como a conserva ou a fermentação, também ajuda a preencher a despensa nos meses de maior abundância, e permite-nos ter alguma variedade durante todo o ano”, sugere Luísa Ferreira.

Igualmente importante: estar atenta às dicas e às receitas que a Sardinha vai deixando. Há por ali muita variedade e tudo com um aspecto delicioso. Confiram só estas fotografias de Creme de cogumelos, Esparguete bêbado e Mousse de chocolate com aquafaba.

 

 

 

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