viagens&gastronomia

Prepare o fato de neoprene e o capacete e vá… caminhar

Já ouviram falar em caminhadas aquáticas? Se a resposta for positiva, considerem-se uns verdadeiros conhecedores dos desportos aventura; se for negativa, juntem-se ao clube.

Pelo nome, não é difícil advinhar que se trata de uma caminhada que envolve água, mas depois de recebermos o convite para partir à descoberta das Ribeiras de Manhouce, em São Pedro do Sul, quisemos saber mais sobre esta actividade – quanto mais não seja, para sabermos se estávamos à altura do desafio.

O convite falava em saltar “pequenas cascatas” e “deslizar em escorregas naturais por caminhos de água e de pedra”, o que, à primeira vista, até podia soar a actividade exclusiva para amantes de desportos radicais. Mas não é.

“Tal como o canyonning, as caminhadas aquáticas consistem na a descida de canyons, gargantas ou desfiladeiros, seguindo o curso de um rio”, introduz Bruno Costa, da Desafios, empresa de desportos de aventura. “Aquilo que diferencia estas duas actividades é a não necessidade de recurso a manobras com cordas, nas caminhadas aquáticas, e/ou a possibilidade de contornar os obstáculos mais ‘radicais’ para aqueles que forem menos dados a sentir a adrenalina”, acrescenta.

Segundo garante ainda o especialista, “sendo uma actividade de aventura e de risco controlado”, esta actividade “não obriga a uma boa forma física em geral nem a saber nadar”.

Ainda assim, há questões e cuidados que deve ter em consideração antes de embarcar numa aventura destas. Desde logo, a necessidade de ser acompanhado por uma equipa profissional. Igualmente imprescindível é a utilização de equipamento adequado, para “garantir uma máxima segurança”.

“É essencial o uso de um fato de neoprene – além de manter a temperatura do corpo constitui uma boa protecção contra pancadas e contusões que por vezes surgem com o embate nas rochas – um capacete de protecção utilizado em canoagem, umas botas/sapatilhas com sola ‘dura’ e se possível anti-derrapantes e um recipiente estanque à água para se guardar material seco”, aconselha Bruno Costa.

 

 

Quem já teve a oportunidade de experimentar esta actividade garante que esta é uma aventura que vale bem a pena. “Vão se descobrindo lagoas, pequenas cascatas (nas quais é possível saltar ou simplesmente tomar um ‘banho’ numa massagem revigorante…), paisagens verdejantes, marmitas de gigante que a erosão cavou nas rochas ao longo de milhares de anos, etc.”, enumera o responsável pela Desafios.
A tudo isto junte, também, essa promessa: poderá “viver um momento de superação, reflexão ou de apenas puro divertimento”. Convencido? Dia 5 de Agosto pode ir fazer uma caminhada aquática nas Ribeiras de Manhouce à boleia da Desafios.

 

Deixar uma resposta