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Artistas portugueses recriam a azulejaria nacional

A azulejaria é uma das imagens de marca do nosso país. São, segundo dizem, 500 anos de tradição, que ainda se encontram plasmados em muitos palácios e edifícios históricos, um pouco por todo o país.

Uma forma de arte bem portuguesa (com certeza), que acaba de ser recriada por dois artistas plásticos portugueses, Cláudia Nair Oliveira e Victor Escaleira, através de dois novos materiais: o papel e da madeira.

O resultado dessa recriação do azulejo português está a ser apresentado na Dinamarca, na cidade de Horsholm, ao longo deste mês de Abril, numa exposição intitulada “Memories of an Identity”.

Os dois artistas – ele é escultor, ela é mentora do projecto artístico Marias Paperdolls – não escondem a admiração e a paixão que ambos têm pela azulejaria. Razão mais que suficiente para avançarem com a ideia de “trabalhar esta arte de azulejar, explorando novos conceitos e abordagens”. E para o fazer nada melhor do que pegar nos materiais que cada um deles “trabalha como tela: o papel e a madeira”, explica Cláudia Nair Oliveira.

A ideia passou por “metamorfosear” o azulejo tradicional, mas sem “perder a identidade, ou seja, criando apenas um conceito diferente, recorrendo à matéria-prima usada nas nossas obras – papel e madeira – e incorporando inovação e criatividade na produção”, realça, por seu turno Victor Escaleira.

Por ora, o resultado deste projecto artístico fica apenas ao alcance dos visitantes da exposição que está patente em Horsholom, por iniciativa da marca Velux – grupo com sede na Dinamarca e representação em Portugal. Resta esperar que “Memories of an Identity” seja apresentada em Portugal.

 

 

Azulejaria portuguesa recriada

azulejaria tradicional recriada em madeira e papel
Projecto está exposto na Dinamarca

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