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À descoberta da Arte Nova no dia que lhe é dedicado

Não sou grande fã dos dias especiais – talvez porque já tenham começado a banalizar-se (o calendário está cheio de “dias disto e daquilo), mas, a verdade, é que há comemorações que até fazem algum sentido, chamando a nossa atenção para algum bem material ou imaterial que merece ser reconhecido.
Foi o caso do Dia Mundial da Arte Nova, que se comemora a 10 de Junho – por iniciativa do organismo internacional Réseau Art Nouveau Network -, que acabou por servir de pretexto para partir à descoberta dos belos edifícios caracterizados por esta corrente artística que surgiu na Europa e nos Estados Unidos da América entre cerca de 1860 e 1910. E para o fazer nada melhor do que partir à descoberta da cidade que tem vindo a a reclamar o estatuto de capital portuguesa de Arte Nova: Aveiro.
E contra factos não há argumentos. Além de ser detentora de um grande número de exemplares de Arte Nova, a cidade aveirense dedicou a esta corrente artística um museu e um roteiro especial. São 28 edifícios que fazem as delícias de quem visita Aveiro e que ajudam a tornar ainda mais belos os postais e as fotografias da cidade.

Roteiro em versão curta ou integral

A partir da Casa Major Pessoa (que alberga o Museu Arte Nova), a proposta passa por caminhar ao longo do centro da cidade, apreciando edifícios como a Pensão Ferro, Praça do Peixe, Museu da Cidade ou a Farmácia Ala. Imóveis que estão devidamente identificados – através de placas de inox, instaladas na calçada, e nas quais é referida, além da designação, a cronologia do imóvel – e que constituem, então, o roteiro Arte Nova de Aveiro.
A caminhada não é longa, nem obriga a grandes esforços físicos, mas, acreditem, vai revelar-se muito enriquecedora. Fica, também, o aviso: preparem a máquina fotográfica ou telemóvel, uma vez que vão ser tentados a tirar muitas fotos. Começando, desde logo, no ponto de partida deste roteiro, a antiga habitação familiar atribuída aos arquitectos Silva Rocha e Ernesto Korrodi e que, actualmente, alberga o museu. No edifício, que é considerado um dos mais belos exemplares desta corrente arquitectónica na cidade, encontrará todas as informações relativas ao circuito dedicado aos edifícios classificados – a versão curta contempla 10 imóveis e a integral abrange os 28 edifícios. Na certeza de que também pode optar por fazer o roteiro com a orientação de um técnico do museu (necessária marcação prévia).
Além de visitar o museu e recolher toda a informação necessária para o circuito a pé, aproveite, também, para ficar a conhecer a Casa de Chá instalada no rés-do-chão do imóvel (vai valer a pena!). Depois, é só meter pernas ao caminho e começar a trilhar as calçadas do centro da cidade.

 

 

 

Fotos de Eduardo Pina
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