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Crossfit: um treino que alia força e intensidade. E que é tudo menos monótono

Quisemos perceber porque é que o Crossfit está a ganhar cada vez mais adeptos, verdadeiros aficcionados desta actividade física que, por norma, é praticada numa “box” e não num ginásio tradicional – mais à frente, iremos explicar a diferença. Carregados de dúvidas e perguntas, fomos até ao Crossfit Aveiro conhecer as suas instalações e equipa de treinadores. E sim. Passámos pela vergonha de perguntar se este é um treino apenas para verdadeiros atletas, pessoas em excelente condição física – este é um dos vários mitos que se têm gerado à volta da modalidade. Tivemos sorte. A equipa – constituída por José Pedro Magalhães, Juvenal Fernandes, Cátia Filipa e Patrick Rodrigues – desta que foi a primeira “box” a abrir no norte do país parece já estar habituada a enfrentar e esclarecer este e outro tipo de mitos, e não levou a mal a nossa ignorância.
Mas vamos, então, à questão essencial: como se explica este crescimento da modalidade? “Porque as pessoas vêem resultados rapidamente e, também, porque treinam com alegria e entusiasmo”, começa por destacar Juvenal Fernandes. Por resultados entenda-se “ficar em forma” – perder massa gorda e ganhar massa muscular –, mas não só. “Inicialmente, as pessoas chegam com o objectivo de ter um corpo melhor, mas como conseguem, rapidamente, alcançar o objectivo essa questão passa a ser secundária. Continuam a treinar porque se sentem melhor fisicamente, já não têm dores nas costas, por exemplo, ou ganham mais força”, explica, por seu turno, José Pedro Magalhães. Isto já para nem falar nas mais-valias a nível psicológico, comuns a outras práticas desportivas (redução de stress, aumento da auto-estima, etc.).

Força e intensidade, as palavras de ordem

A ideia base do treino de Crossfit assenta em movimentos funcionais (treinam-se movimentos e não grupos musculares) realizados com uma intensidade elevada (a ideia é estar sempre a evoluir) com uma certeza: a rotina monótona não faz parte dos planos. “O treino é todos os dias diferente. E só por aí as pessoas já têm aquela sensação: o que é que me vai acontecer hoje?”, nota Patrick Rodrigues. O que se ganha com esta aposta? A motivação dos praticantes aumenta, porque a cada dia há um novo desafio, e o corpo não se acostuma à rotina de treino.
Há uma nota que importa, também, destacar: o treino é adaptado ao objectivo individual de cada um. “A pessoa chega aqui e é ela que diz qual é o seu objectivo. A partir daí, fazemos uma avaliação física, saber se tem algum tipo de problemas, e também deixamos alguns conselhos, boas práticas, em termos de alimentação”, evidencia Juvenal Fernandes. Quer isto dizer, também, que, contrariamente ao que muitos pensam, o Crossfit pode ser praticado por pessoas de várias idades. Nesta “box”, há praticantes com idades que vão desde os 5 aos 60 anos de idade. Sim, a partir de tenra idade. “Temos uma modalidade ‘Kids’, com crianças entre os 5 e os 13 anos de idade, devidamente adapatada a elas”, destaca Cátia Filipa, a treinadora que tem vindo a acompanhar, com muito agrado, esta faixa etária. “É muito engraçado treinar com eles, pois começamos sempre com jogos antes de passar às técnicas. E levam sempre um trabalho de casa”, relata.

Sem espelhos e sem bicicletas estáticas

Numa “box” de Crossfit não há lugar para espelhos, bicicletas estáticas ou outras máquinas do género, típicas dos ginásios tradicionais. Esqueçam a ideia de estar a correr numa passadeira enquanto assistem a um programa ou filme na televisão. Aqui o foco é mesmo o treino. Feito apenas com o recurso a barras, argolas, pesos livres, cordas, elásticos, entre outros. “E com uma boa dose dose de alegria”, assevera Patrick Rodrigues. Na certeza de que o divertimento não é sinónimo de que a componente técnica e de exigência do treino são descuidadas. “Há um acompanhamento e atenção constante por parte do treinador aos exercícios que estão a ser feitos por cada pessoa. Por isso, é que numa aula nunca temos mais de 15 a 20 pessoas, com um ou dois treinadores”, destaca Juvenal Fernandes.
Estamos quase a aceitar o desafio de passar da conversa para os actos – ou seja, da entrevista para o treino – quando lançamos uma última questão: a que se deve a designação de “box”? “Na sua génese, em 2000, nos Estados Unidos da América, o Crossfit era praticado em armazéns, pequenas caixas (boxes). Agora, já aparece em alguns ambientes mais urbanos mas mantém a essência da caixa”, explica Juvenal Fernandes. No caso do Crossfit Aveiro, a “box” situada-se na Zona Industrial de Taboeira, no edifício TABPARK, em Aveiro. Agora sim, vamos ao treino!

 

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